IA na educação: prepare uma atividade que faça o aluno pensar
Um roteiro para educadores adaptarem explicações, criarem exercícios e usarem os erros como parte da aprendizagem, sem entregar o planejamento a um chatbot.
Defina o que o aluno precisa conseguir fazer

“Uma aula interessante sobre porcentagem” ainda não diz como reconhecer o aprendizado. Um objetivo mais útil seria: ao final, o aluno deve calcular um desconto e explicar a diferença entre preço inicial e final.
A IA pode sugerir caminhos, mas a escolha do objetivo, do nível de dificuldade e da avaliação continua sendo sua. Considere o currículo e o que a turma já estudou antes de pedir uma atividade.
Proponha uma atividade de 20 minutos para alunos que já conhecem frações e estão começando porcentagem. Objetivo: calcular um desconto e explicar o raciocínio. Inclua uma pergunta inicial e dois exercícios. Não exija celular.
Peça duas explicações e confira as duas

Solicite uma explicação direta e outra com um exemplo concreto. Compare com o material de referência: o exemplo preserva o conceito ou cria uma regra que só funciona naquele caso?
Não confunda linguagem simples com conteúdo incompleto. Uma analogia ajuda a começar, mas você pode precisar explicitar onde ela deixa de funcionar. Leia o material antes da aula e adapte ao vocabulário da turma.
Monte uma atividade com espaço para tentativa

Separe o enunciado do gabarito. Peça que os exercícios avancem em dificuldade e confira cada solução antes de distribuir. Uma conta errada no gabarito pode confundir a turma inteira.
Inclua uma etapa em que o aluno explique como chegou ao resultado. Isso oferece mais informação sobre a aprendizagem do que apenas marcar a resposta correta.
Crie três exercícios sobre desconto: um direto, um com comparação entre ofertas e um que peça explicar um erro comum. Separe o gabarito e mostre os cálculos. Vou conferir tudo antes de usar.
Transforme os erros em conversa

Você pode criar um exemplo fictício de resolução incorreta e pedir à turma que encontre o primeiro erro. Identifique claramente que se trata de uma situação inventada; não exponha o trabalho de um estudante.
Se a escola permitir que alunos usem IA, combine as regras antes: para quais etapas, como declarar o uso e o que precisa ser feito sem assistência. Evite usar detectores de texto como prova isolada de irregularidade.
Avalie a aula, não a quantidade de tecnologia

Ao final, peça uma explicação curta ou um problema novo que o aluno resolva com autonomia. Compare o que observou com o objetivo definido no início. Ter usado uma ferramenta não é evidência de aprendizado.
Guarde a versão revisada da atividade e registre o que precisa mudar. A contribuição da IA pode estar nos bastidores: uma alternativa de explicação ou um rascunho de exercício que liberou tempo para você acompanhar a turma.
Fontes e transparência
Artigo do Síntese Tech, elaborado com apoio de IA e conferência das fontes abaixo em 15 de outubro de 2026.
Conteúdo original do Síntese Tech, elaborado com apoio de IA. Os pedidos e situações são exemplos didáticos; não representam testes de desempenho de produtos. As ilustrações foram criadas com IA.